Advertência: o texto que se segue tem personagens reais. Tentarei não ser ofensivo até porque o objectivo do texto é demonstrar o quanto nos podemos deixar perder para lugares que não são nossos ou para nós. Dito de outro modo, é preciso cuidado. Contudo não garanto que a criatura aqui visada não se ofenda com tal texto. Costumo dizer que Novembro e Maio são, regra geral, para mim, meses em que algo acontece de modo a representar uma ruptura com o que até então havia. Este Maio não foi uma excepção e haveria de culminar em um ano e meio de uma das paixões mais patéticas da minha vida. Foi precisamente em Maio que, após uma breve relação com um tipo que era saltimbanco, decidi que era hora de esquecer esse triste episódio e partir para outra. O saltimbanco era demasiado simplório e sofria de amnésia. Além de que, muito provavelmente, vinha carregado de uma série de outras maleitas. Não por mim mas por tal criatura que se achou no alto do seu palanque em muito superior. ...