Para contar do desespero. Das lágrimas que caíam na noite condutora. Dos deuses mudos ante o planetário. Das árvores em maternal amparo. De uma memória de beijos e arrepios. Para então permanecer na indiferença dos dias. Nas ausências mais e mais espaçadas. Do reencontro em Maio. Na feira de Maio. Como de outra maneira não pudesse ser. A tinta será sempre escassa para descrever o ciclo. Das árvores serenas aos troncos hostis. Das preces desesperadas pela luz de Vénus. E afinal Vénus sem luz que agitou os seus enganos como a folhagem ante o céu. De me proferirem palavras de ligação, o inferno e o céu. De estar ali à espera que um sopro me agarrasse, devolvesse as colinas do infinito. De chorar lágrimas ainda mais dolorosas e o universo inteiro deixar de conspirar. Respirar nos dias, chorar nas noites estreladas no planetário de S. Pedro. De ver o relento da noite, muda e o breu rompido por clarões celestes. A conjunção gritante do nada que somos e...