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Mensagens

A mostrar mensagens de junho, 2017

Tinta escassa

Para contar do desespero. Das lágrimas que caíam na noite condutora. Dos deuses mudos ante o planetário. Das árvores em maternal amparo. De uma memória de beijos e arrepios.  Para então permanecer na indiferença dos dias. Nas ausências mais e mais espaçadas. Do reencontro em Maio. Na feira de Maio. Como de outra maneira não pudesse ser.  A tinta será sempre escassa para descrever o ciclo. Das árvores serenas aos troncos hostis. Das preces desesperadas pela luz de Vénus. E afinal Vénus sem luz que agitou os seus enganos como a folhagem ante o céu.  De me proferirem palavras de ligação, o inferno e o céu. De estar ali à espera que um sopro me agarrasse, devolvesse as colinas do infinito. De chorar lágrimas ainda mais dolorosas e o universo inteiro deixar de conspirar. Respirar nos dias, chorar nas noites estreladas no planetário de S. Pedro. De ver o relento da noite, muda e o breu rompido por clarões celestes. A conjunção gritante do nada que somos e...

Estaria certo, na mesma

Contar uma pequena história sem gente. Apenas sobre as coisas colocadas na sua condição estática. Restaria testemunhar-lhes a passagem do tempo. A corrosão, oxidação. Ainda assim seria interessante, sem testemunho humano, sem dedadas coladas nas teclas do piano. Violeta que dirá de mim? Se matarmos as gentes qur por aqui circulam. Se as eliminarmos uma por uma. Apenas um tempo sobre as coisas. Só isso. Nada mais. Olvidando claro a mão humana que as criou. Que importa?

Questão de ritmo

"Matias, uno de tantos inocentes pajaritos"... O ritmo e o som. O terreiro, a poeira. Uma terra distante. Em direcção ao inalcançável. Para lá do mapa. Não era Matias. Era David. Era. Porque o ritmo perdeu-se e a ronda passou a ser sobre outras pessoas. Sobre...