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Mensagens

A mostrar mensagens de abril, 2017

Horário de Fecho

É de um egoísmo absurdo o que vou dizer mas das coisas que mais odeio é constatar que os lugares têm horário de fecho e de funcionamento. E se me apetecer ler o horóscopo que está na secção de revistas de um supermercado às quatro da manhã? Quando voltar a ser miúdo nas minhas brincadeiras vou dizer, Quando for grande vou ter um supermercado que está sempre aberto. E ao mesmo tempo vou ser veterinário, astronauta e, quem sabe, diplomata. Entre este mundo e o outro.  Como marxista acredito no descanso dos trabalhadores. Claro que acredito. Por isso disse que era de um egoísmo absoluto. Estar à espera de ler o horóscopo às quatro da manhã e na internet não é a mesma coisa. Lá se vai a dialéctica material. Juntamente com o Lipovestky. Quem se importa com o que ele diz hoje em dia? Aqui ponho a minha cunha nas aceitações passivas budistas, temos de aceitar as coisas como elas são e elas neste momento são produto de uma sociedade hedonista... Para quê o espanto ...

Om...

Depois regressaria ao elemento alfa ou beta. Nunca sei. Não sou bom em realidades alternativas. Se existe a certa e a errada costumo intuir a errada. Recordo todos os pensamentos bélicos "tirar o bom do mau" e toda a sequenciação de construções mentais sobre o mesmo assunto. Recordo que não fui voluntário nessa escolha. E que não tenho tempo para ódio. Mas que ele existe e vem. Como a fome e a vontade de...bem, quem quer que leia isto sabe de que é a vontade. E depois o loop...de se estar ébrio. Em ilusões. Ver um filme e alguém dizer, "as memórias são ilusões". Pois então...de que me serve tudo isto. Ou ver o teu nome escrito, grafitado em paredes dispersas por esta dimensão. Certo...certo... Depois percorrer a secção de livros de auto-ajuda, desenvolvimento pessoal, ondas new age e ver tantas frases feitas juntas sobre o amor que poderia "acachapá-las" e dizer, isto é merda! Isto e tantas outras coisas. Como a felicidade dos livros de cul...

Diário de uma...adolescente?

Não vou compor isto e fingir que é um poema construído a partir da dor. Nem pensar nisso.  Vamos a isto: "Right in front of me..." (porque uma adolescente vai sempre buscar músicas românticas creio que um gay pode fazer o mesmo numa adolescência tardia). Recordando, Resumir três dores: partir um pé, entalar um polegar no carro, ouvir a expressão "excluído".  Todas doeram com a sua intensidade. A primeira menos, a segunda muito, a terceira mais ainda. Tirar-me o tapete e colocar-me no lugar da rejeição, ainda mais do que as três juntas. Constatar a indiferença, pior.  Não pode ter sido amor. Terá sido um devaneio passageiro.  Fase cínica: odiar o amor e todas as suas componentes. Preciso de estar de volta. Odiar o amor. Odiá-lo.  Amor e Ódio. Curioso. Podia transcrever uma frase feita sobre os dois parceiros desta viagem. Mas só diria. Adeus que já te foste.

Portal

Eu sei, Seryoga, abraços podem ser um portal para o infinito. Sentir primeiro o cheiro, a pele E só depois a alma a pulsar com toda a sua herança, carga, passado, reencarnação. Como andar numa chuva espaçada.  Cada pingo. Um golpe na alma. Primeiro na pele. Depois então no mais profundo. Cometo este equívoco quando digo, Quero só um abraço teu. Que os deuses nada têm que ver com isto. Pois sei que minto... Ou omito talvez, porque não minto por hábito  E esse pode bem ser um hábito de pessoas cheias de virtude. Omito, então. Que um abraço dele é um portal. E que sinto a falta de entrar nesse portal. Do mesmo modo que sinto a falta do seu cheiro, da sua pele, da sua alma. Cada coisa pela sua ordem. O primeiro sentido evidente de cada coisa. O que entra por nós sem pedir. O que pedimos E toda a consequência disso. E é isso, Seryoga. Cada coisa no seu espaço. "Keith Haring's Ghost"

Estender roupa do avesso

E lá estou eu.... A estender roupa do avesso e a sentir falta de um abraço teu novamente. Só teu. Não é poético. Nada é poético nisto. É demasiado humano, demasiado sensível. Mas não é para ser dos deuses. Não são para aqui chamados. Que fiquem lá com os seus propósitos. Isto são coisas mundanas. A roupa é daqui. Prefiro o mundo se assim for... E um abraço teu é o único mundo onde quero e posso estar.

Спутник - Considerações sobre a física

Se te dissesse como te chamas, радость . E um mundo inteiro atrás disso, onde cabem conceitos convergentes, palavras sobre as mesmas realidades. E não te enganes, está sempre bom para andar à deriva, especialmente hoje. Até porque não é o mar que se consome, é a encosta que se "braveia" e consome o mar. Alguma vez teria de ser.  Não, basta de promessas...de sonhos configurados sob a antena da realidade. Certo! Destino. E chamas-te радость , alegria suprema, coisa infindável. Monotonia.  De não ter coisa nenhuma. De se ser hipocondríaco de procurar médico para cada expectativa.  Ah, o corpo...letárgico e a alma como o mar e como a encosta. Só a encosta consome. O mar segue o seu corpo. E a náusea. De se ser marinheiro perdido na deriva.  Marinheiros não se perdem ou desencontram.  E nenhuma destas realidades importa quando o teu nome é радость ou coisa infindável. De beleza e monotonia. Pouco me faz saber. Pouco e...