Porque sempre faltará alguém para percorrer este caminho. Uma espécie de personalidade ambulante, vendida em bancas de rua ou carros enferrujados e mulheres que têm (demasiados) pêlos nos braços, nas pernas e em toda a condição e necessariamente lhes falta dentes, boca, voz E vendem personalidades. Assim penduradas em cabides, bengaleiros móveis, corrimões cujo sentido se desconhece. Vendem-nas sim. Contrafeitos. A preço de defeito. À boca da fábrica. Pouco impermeáveis, etiquetas coladas, o barulho de fundo. E dir-me-ia também, "pastel de carne". Porque estamos em S. Paulo, em plena feira do Brás. E está húmido debaixo das nossas peles, enquanto olhamos ali as personalidades expostas, dependuradas em cabides frágeis e levamo-las connosco porque queremos Que o percurso tenha carácter e que alguém seja a continuidade de uma história que afinal não tem tempo, modo ou lugar. Apenas a existência circunscrita nas tais circunstâncias. Nos tais va...